Município celebrou dia do emigrante


-PUB-

Além de diversas iniciativas, os emigrantes puderam contactar com o secretário de Estado das Comunidades, Paulo Cafôfo. O governante valorizou o papel que desempenham os emigrantes nos quatro cantos do mundo, e afirmou que Portugal “está de braços abertos” para receber os emigrantes, seja para aqui voltarem a viver, para investirem ou para visitar.

Destacando a importância da diáspora, considera que é um ativo do país. “São 5 milhões no mundo que fazem parte integrante do país”, e, mesmo não residindo aqui, “têm uma importância vital para o desenvolvimento, nomeadamente nestes territórios do interior”, defendendo que “o futuro de Portugal não se pode fazer sem a diáspora portuguesa.

Seremos um país sem futuro se não olharmos para o contributo que podem dar”, afirmou.
“Temos o Programa Nacional de Apoio ao Investimento da Diáspora (PNAID), que promove e incentiva o investimento que vai além das remessas e cria emprego”, refere. Trazem ainda “a inovação, o empreendedorismo e visão de negócio”, que podem ser contagiantes. Criado em 2020, o programa conta com 260 emigrantes com estatuto de investidor, que aplicaram cerca de 153 milhões de euros e que “está continuadamente a aumentar”.

O secretário de Estado destacou ainda que no âmbito do programa Regressar quase 20 mil pessoas voltaram para Portugal, destacando “a curiosidade de 77% dos que regressaram terem entre os 25 e os 44 anos e desses 38% têm o ensino superior. Estamos a conseguir captar pessoas que durante os períodos de crise tiveram de sair de Portugal”.

Paulo Cafôfo também incentivou os portugueses que vivem no estrangeiro a cultivarem a língua nativa, ensinando-a aos filhos, por entender que é “o cordão umbilical que nos liga”. Além disso, destacou que este ano há 7% de vagas disponíveis na primeira fase do concurso de acesso ao ensino superior e 2,5% na segunda fase destinadas aos lusodescendentes.

SALDO POSITIVO

Na iniciativa promovida pelo município de Montalegre, a autarca Fátima Fernandes garantiu que no último ano o concelho registou um “saldo migratório positivo”, o que aconteceu “pela primeira vez ao fim de muitos anos”, já que em 2022 o número de emigrantes que regressou foi superior ao dos que saíram do país.

Segundo a presidente da câmara “80 emigrantes” regressaram a Montalegre com as suas famílias, o que considera “um bom sinal”.

“Nós temos uma população que está espalhada por todo o mundo. Nos anos 60 e 70 houve um grande êxodo”, afirmou Fátima Fernandes. Esta é a altura de regressarem, e há quem venha “mais do que uma vez por ano a Montalegre”.

É o caso de Regina Domingues, de Vilar de Perdizes, que vem pelo menos duas vezes no ano. “Este ano até vim três vezes. No verão, só se estiver doente, senão tenho de vir, gosto muito disto, da minha terra, do meu país, de estar na minha casa e com os meus amigos”, afirma, dizendo que gostou do dia e se emocionou com as palavras do secretário de Estado.

A iniciativa que homenageia os emigrantes foi promovida pela Câmara de Montalegre na quinta-feira (10) e incluiu um concurso de gado de raça barrosã e ainda a final do torneio de chegas de bois.





Source link

Leave a Comment