30 anos de um desejo inacabado – Observador


Era segunda-feira de manhã. No carro, a caminho de uma reportagem na tórrida cidade da Régua, passava “Jesus, Etc”, dos Wilco. À aproximação dos versos finais, Last cigarettes are all you can get / Turning your orbit around, o locutor lembrava dos quase trinta anos da banda de Chicago. No dia 19, último do Vodafone Paredes de Coura, os Wilco tocam às 23h para um dos concertos mais aguardados deste cartaz, logo a seguir aos Explosion in the Sky (21h10), quarteto pródigo em lançar o público em viagens espaciais.

O dia fechará com Lorde que, segundo a revista SÁBADO, traz consigo uma comitiva de 50 pessoas e a promessa de festa com o último álbum Solar Power (2022). É à neozelandesa que cabe a honra de encerrar o palco principal de uma edição muito especial que, se se cumprir a tradição e a previsão meteorológica, poderá ter chuva na sexta-feira e no sábado. Levem o vosso melhor impermeável e as vossas melhores galochas, conselho de amiga.

Este ano, o festival minhoto comemora o seu trigésimo aniversário. A evidência faz estremecer o meu companheiro de viagem que, embrulhando-se em contas de cabeça, já nas contracurvas dos socalcos durienses, se apercebe de que esteve na primeira edição de Paredes de Coura a assar um chouriço no capot do carro enquanto via os Ecos da Cave.

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