Vladimir Putin defende reforço da cooperação com Pyongyang


O Presidente russo Vladimir Putin defendeu esta terça-feira, 15 de Agosto, o reforço da cooperação com Pyongyang, numa mensagem de felicitações ao dirigente norte coreano Kim Jong Un, no dia da libertação.

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Vladimir Putin disse estar convencido de que Moscovo e Pyongyang vão continuar a reforçar a cooperação a todos os níveis “para o bem dos povos” e no interesse do “reforço da estabilidade e da segurança na península coreana e na região do nordeste asiático.

“Estou convencido de que continuaremos a reforçar a cooperação bilateral em todos os domínios”, declarou Putin a Kim, de acordo agência francesa AFP que cita um comunicado do Kremlin.

O líder russo elogiou o Dia da Libertação da Coreia, um “símbolo da coragem e do heroísmo dos soldados do Exército Vermelho e dos patriotas coreanos que lutaram juntos” contra o “colonialismo japonês”.

Putin afirmou que foi nessa altura que “nasceram as tradições de amizade e cooperação que se tornaram uma base sólida para o desenvolvimento de relações de boa vizinhança entre a Federação Russa e a Coreia do Norte”.

A Coreia do Norte assinala hoje o dia da rendição do Japão na Segunda Guerra Mundial (1939-1945), que significou o fim da ocupação do território coreano pelas tropas japonesas.

A Coreia do Norte tem relações próximas com a Rússia e é um dos apoiantes de Moscovo na guerra contra a Ucrânia, iniciada em 24 de Fevereiro de 2022.

Em 27 de Junho, o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, descreveu- durante uma reunião, em Pyongyang, com o homólogo norte-coreano, Kang Sun Nam, a Coreia do Norte como um “parceiro importante” de Moscovo.

A declaração de Putin surge poucos dias antes de uma cimeira da Coreia do Sul, dos Estados Unidos e do Japão para reforçar a cooperação em matéria de segurança face a uma Coreia do Norte cada vez mais ameaçadora. A reunião dos líderes dos três países vai realizar-se na sexta-feira, em Washington.

As relações entre as duas Coreias têm estado num impasse. Esta segunda-feira, Kim Jong-un veio defender numa aceleração da corrida ao armamento, incluindo armas nucleares táticas.



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