10 histórias para acompanhar na temporada


A Ligue 1 começa nesta sexta-feira (11) com o Paris Saint-Germain como o grande favorito, como nos habituamos a ver nos últimos 12 anos. Desta vez, porém, as coisas podem ser um pouco diferentes. O PSG parece mais caótico do que em anos anteriores e, especialmente, com menos estrelas.

O clube de Paris não será a única história a se acompanhar. Olympique de Marseille, Lyon, Lens e Monaco trazem mudanças, cada um de um jeito, para tentar melhorar o que fizeram na temporada passada e sonharem com o alto da tabela, caso o grande favorito esteja em um ano ruim.

Ainda tem a redução do número de clubes na liga, o Reims e seu técnico de Football Manager e a salada de nacionalidades da Ligue 1, com o Brasil em destaque.

A redução para 18 clubes na Ligue 1

Banner da Ligue 1 (Icon Sport)

A Ligue 1 muda nesta temporada. Em vez dos 20 clubes, como vinha acontecendo até a temporada passada, em 2023/24 o Campeonato Francês terá 18 clubes, o que significa reduzir o número de rodadas para 34. Será a primeira vez desde 2001/02 que a liga terá 18 clubes. A decisão estava tomada desde 2021 e foi implantada aos poucos.

Há algumas razões para a escolha. A primeira é que reduzir o número de partidas pode beneficiar os clubes franceses que se classificam a competições europeias com um calendário menos inchado. Há a expectativa que isso ajuda o desempenho dos clubes ali, embora seja uma mudança sutil para ter um impacto imediato tão grande.

Além disso, a mudança deve beneficiar os clubes financeiramente. Os direitos de TV, que serão negociados em breve para o ciclo 2024 a 2028, serão divididos entre menos clubes, o que deve resultar em um aumento dos valores para cada um — isso, claro, partindo do pressuposto que o valor dos direitos de TV será igual ou superior, algo que não é uma certeza.

Por fim, os dirigentes da LFP (Ligue de Football Professionnel) alegam que a mudança da Champions League vai aumentar o calendário de jogos da primeira fase e, por isso, será importante que a Ligue 1 tenha menos jogos. A atual fase de grupos tem seis jogos e no novo formato, que entrará em vigor temporada 2024/25, serão oito jogos.

A Ligue 1, assim, se iguala à Bundesliga com 18 equipes, diferente de La Liga, Serie A e Premier League, que seguem com 20.

PSG: revolução turbulenta e favoritismo reduzido

Camisa do PSG na loja do clube (Icon Sport)

Quando falamos sobre a Ligue 1, o PSG é favorito automático e isso se mantém para 2023/24, mas com uma leve diferença em relação aos anos anteriores: o favoritismo é menor. Isso porque desta vez não tem Lionel Messi e possivelmente também não terá nem Neymar, nem Kylian Mbappé. Por motivos diferentes.

Os parisienses querem que Mbappé renove, mas ele não quer renovar. Como seu contrato vai até 2024, o clube quer vendê-lo e conseguir ao menos ficar com um bom dinheiro por um dos melhores jogadores do mundo. Só que Mbappé não quer sair. Quer jogar mais uma temporada e deixar o clube em junho de 2024, livre, leve e solto. O PSG, desta vez, não quer permitir isso e, para forçar uma negociação, afastou o jogador, que está treinando separado. Além disso, avisou que se ele não renovar ou não for vendido, não jogará por toda a temporada. Por enquanto, tá todo mundo pagando para ver o blefe, dos dois lados.

Neymar é um caso diferente. Surgiram rumores que ele teria pedido para sair, mas foi negado pelo pai do jogador. Dias depois, Neymar, junto com diversos outros jogadores, como Marco Verrati, foram afastados e passaram a treinar separado do elenco principal. São todos negociáveis e o PSG está disposto a os deixar sair. O brasileiro gosta da ideia de sair. Resta saber de onde terá proposta para isso.

O clube de Paris tem um incrível número de 20 jogadores do elenco atual que estão fora dos planos. E isso inclui muitos antigos titulares, além de muitos jogadores da base ou jovens, que não tiveram espaço. Além de Neymar, Marco Verratti, Juan Bernat, Hugo Ekitiké, Renato Sánches, Georginio Wijnaldum, Julian Draxler, Leandro Paredes, Keylor Navas, Colin Dagba, Abdou Diallo, Layvin Kurzawa, Ilyes Housni, Edouard Michut, Timothée Pembélé, Muntu Wa Mungu, Nehemian Fernandez-Veliz, Moutanabi Boudiang, Kenny Nagera, Djeidi Gassama.

Mas o time contratou também, claro. A começar pelo técnico. Demitiu Christopher Galtier e contratou Luis Enrique, técnico da Espanha na Copa, ex-Barcelona, onde ganhou uma tríplice coroa. Vieram também novos jogadores.

O perfil das contratações, porém, foi bem diferente do que se viu nos últimos anos. Oportunidades de mercado, junto com boas apostas para tentar encorpar o elenco. Veja a lista de jogadores contratados pelo PSG:

  • Gonçalo Ramos (empréstimo com obrigatoriedade de compra por €65 milhões, Benfica)
  • Manuel Ugarte (€60 milhões, Sporting)
  • Lucas Hernández (€45 milhões, Bayern de Munique)
  • Lee Kang-in (€22 milhões, Mallorca)
  • Milan Skriniar (livre, Inter de Milão)
  • Marco Asensio (livre, Real Madrid)
  • Cher Ndour (livre, Benfica)

Com tudo isso, o PSG segue como o time mais forte, com elenco mais recheado, mas menos favorito do que antes, especialmente se saírem mesmo Mbappé e Neymar, especialmente, os dois jogadores mais capazes de serem diferenciais. O clube ainda está perto de anunciar Ousmane Dembelé, do Barcelona, o que ajudaria a fortalecer um ataque que desce bastante de nível.

Olympique de Marseille: Novo técnico e bons reforços

Aubameyang é apresentado pelo Marseille (Icon Sport)

O Olympique de Marseille tem sido um time que fica no alto da tabela na Ligue 1, mas não tem conseguido dar o salto para, de fato, incomodar o PSG. O que é natural, dada a diferença financeira que os clubes têm, mas há uma sensação que o time pode fazer mais, especialmente pelo calor que o Lens deu nos parisienses na temporada passada. Os marselheses, com toda razão, sentem que são eles que precisam fazer o PSG suar para vencer a Ligue 1. E há motivos para acreditar que o time pode, ao menos, incomodar um pouco mais desta vez.

A chegada do técnico Marcelino Garcia Toral é um bom sinal, depois de uma temporada irregular com Igor Tudor. Marcelino é um técnico bastante ortodoxo, mas que consegue extrair bons resultados dos seus times, normalmente bem organizados e que conseguem ser consistentes, ainda que não encantadores. Seu último trabalho no Athletic Bilbao deixou bons elementos para quem quiser ver o que se pode esperar do espanhol para a temporada.

Além de um novo técnico, o Marseille levou reforços para o Vélodrome. São cinco contratações até aqui: Iliman Ndiaye, centroavante de 23 anos que chega do Sheffield United; Ismaïla Sarr, ponta direita de 25 anos que chega do Watford; Renan Lodi, lateral esquerdo brasileiro de 25 anos que chega do Atlético de Madrid, Geoffrey Kondongbia, volante de 30 anos que chega do Atlético de Madrid, e Pierre-Emerick Aubameyang, atacante de 34 anos que chega do Chelsea.

Por outro lado, o time perde Alexis Sánchez, 34 anos, e Dimitri Payet, 36, dois jogadores de peso que viram seus contratos acabaram. São dois veteranos e, embora Sánchez tenha sido importante na temporada passada e Payet seja um jogador histórico, o time tem condições de repor ambos com as contratações que fez.

Aubameyang ocupa o posto de atacante veterano, com experiência anterior na Ligue 1, onde brilhou pelo Saint-Etienne. Ele, afinal, é francês de nascimento. Ndiaye e Sarr são dois jogadores que chegam com plenas condições de jogarem como titulares, inclusive. Renan Lodi deve ser o dono da lateral esquerda.

O time precisará de consistência, mas tem um elenco que pode conseguir ser o melhor do resto. Jogadores que foram importantes na temporada passada seguem por lá, como Jonathan Clauss, lateral direito de ótima presença ofensiva, Mattéo Guendouzi no meio-campo, Azzedine Ounahi, contratado ainda em janeiro, Ruslan Malinovsky, que chegou na temporada passada e mostrou ser muito útil, além de Vitinha, centroavante que já mostrou potencial e tem ainda 23 anos.

Se Marcelino conseguir encaixar bem as novas peças, o Marseille pode ser um time para ficar no segundo lugar e eventualmente aproveitar problemas que o PSG pode vir a ter no seu time, que vive uma transição e pode não ter uma estrela do mesmo tamanho que tinha na temporada passada com o trio de ataque Messi-Neymar-Mbappé.

Lens: sonho de ser zebra

Andy Diouf, contratado pelo Lens (Icon Sport)

O Lens foi o clube que mais deu trabalho ao PSG na temporada passada. O time do técnico Franck Haise foi consistente e conseguiu causar um barulho na França. O problema, como quase sempre acontece, é que times que consegue ótimas campanhas têm seus jogadores muito visados e não conseguem resistir. Foi o que aconteceu com o Lens.

Um dos principais jogadores da Ligue 1 na temporada passada, Seko Fofana é um dos jogadores europeus que decidiram por aceitar proposta da Arábia Saudita. O meio-campista de 28 anos foi para o Al Nassr, de Cristiano Ronaldo, por €25 milhões. Um bom valor para um clube como o Lens.

Além dele, outro jogador importante. O principal deles é Loïs Openda, atacante dee 23 anos, que foi para o RB Leipzig por €43 milhões. O belga viveu uma excelente temporada, com 21 gols em 42 jogos. Contratado junto ao Club Brugge na temporada passada, só durou um ano no clube do norte da França.

Outro nome importante do elenco ainda é visado na janela e pode sair: o ótimo zagueiro Kevin Danso, austríaco de 24 anos. Ele foi um dos destaques da temporada na Ligue 1. Seu contrato, porém, é longo, até 2027, e quem tentar tirá-lo do clube precisará pagar uma boa grana.

O time ainda tem o bom goleiro Brice Samba, capitão do time e que até ganhou chance na seleção francesa e o atacante Florian Sotoca, de 31 anos, que foi importante mais dando passes do que fazendo gols.

Para reforçar um time que perdeu jogadores, o Lens foi atrás de Andy Diouf, meio-campista de apenas 20 anos do Basel; Angelo Fulgini, meia ofensivo do Mainz, Óscar Cortés, ponta colombiano do Millonarios, Morgan Guilavogui, ponta do Paris FC, Neil El Aynaoui, meio-campista do Nancy, e o jovem zagueiro Abdukodir Khusanov, de 19 anos, do Uzbequistão, que jogava no Energetik-BGU, de Belarus. Como se vê, são, em sua grande maioria, apostas, que é o que um clube como o Lens pode fazer.

Dadas as condições, é possível que o Lens consiga se manter no alto da tabela e novamente disputando vagas europeias. O time mostrou potencial para isso e, mesmo perdendo dois jogadores importantes, tentou repor com apostas que terão a chance de mostrar se estão à altura.

Lyon: Textor tenta levar esperança ao Lyon

John Textor (esq.) com Jean Michel Aulas na apresentação no Lyon (Icon Sport)

No imaginário de muito torcedor, um bilionário comprar o seu clube é sinal que os problemas ficarão para trás. É só despejar dinheiro e ser feliz. Bom, sabemos que não é bem assim, ainda mais em uma liga que o PSG joga com o cheat-o-matic ativado (se não sabe o que é, procure no Google). Mesmo assim, a chegada de John Textor (sim, aquele do Botafogo) no Lyon é algo que trouxe, sim, esperança aos torcedores.

Será a primeira temporada que o bilionário americano está à frente do time. Mas quem espera que o cofre seja aberto para a contratação de reforços pesados pode tirar o cavalinho da chuva: os reforços foram bastante modestos. Chegaram Clinton Mata, lateral direito de 30 anos do Club Brugge, Skelly Alvero, meio-campista de 21 anos do Sochaux, Duje Caleta-Car, emprestado pelo rebaixado Southampton e que tem experiência na Ligue 1 pelo Marseille, e Ainsley Maitland-Niles, meio-campista do Arsenal, que chegou sem custos após o fim do seu contrato. Nenhum reforço que muda o Lyon de patamar.

Destes, Clinton Mata é a principal aposta. O lateral angolano chega para substituir Malo Gusto, vendido ao Chelsea. Com muita experiência na liga belga, incluindo também 23 jogos pela Champions League, será uma experiência bem-vinda para a posição.

O elenco não é dos mais robustos. O técnico Laurent Blanc, ex-zagueiro campeão do mundo em 1998 e ex-técnico da seleção francesa e PSG, terá uma missão dura pela frente. O time tem bons jogadores, como o goleiro Anthony Lopes, o lateral esquerdo Nicolás Tagliafico, os meio-campistas Mexence Caqueret e Corentino Tolisso, o meia Rayan Cherki e o atacante Alexandre Lacazette, capitão do time.

Mesmo com um elenco que não é dos melhores, o time tem com o que sonhar. O atacante Bradley Barcola, de apenas 20 anos, surgiu bem na temporada passada atuando pela ponta direita e pinta como um jogador que pode ser destaque do time. Em uma equipe que sofreu tanto na temporada passada em termos ofensivos e mostrou os mesmos problemas na pré-temporada, o jovem francês pode ser uma solução.

Como é habitual, o Lyon confiará mais uma vez na sua categoria de base, que sempre fornece bons jogadores. O problema é que o elenco, desta vez, não parece forte o bastante para uma competição no alto da tabela. Brigar por vaga europeia é, sem dúvida, o objetivo. Será preciso um rendimento acima da média para sonhar com mais. Não seria surpresa também se o time, mais uma vez, ficasse no meio da tabela.

Monaco: Adi Hütter como técnico e manutenção de um bom elenco

Adi Hütter, agora técnico do Monaco (Icon Sport)

O Monaco foi uma das equipes que mais decepcionou na temporada passada da Ligue 1. Teve bons momentos ao longo da temporada, mas caiu e acabou fora de qualquer competição europeia com o sexto lugar. Se esperava mais de um elenco que mantém a ideia de ter muitos jovens, mas mistura com ótimos jogadores já com uma boa dose de experiência.

Para esta temporada, saiu o técnico Philippe Clement e entrou o austríaco Adi Hütter, que teve já trabalhou no RB Leizpig, Young Boys, Eintracht Frankfurt e Borussia Mönchengladbach. Aos 53 anos, chega ao Monaco para trabalhar com um elenco que é jovem e talentoso, mas conta com algumas estrelas importantes.

O principal jogador do time é também o capitão: o atacante Wissam Ben Yedder, de 32 anos. Consistente em suas atuações, ele frequentemente briga pela artilharia na Ligue 1 e é um jogador confiável no ataque. No mesmo setor, o time ainda tem o suíço Breel Embolo, que também pode atuar pelos lados, e Vekin Volland, alemão também experiente, de 31 anos.

Os monegascos ainda têm dois laterais brasileiros com potencial de seleção brasileira. Pela direita, Vanderson, ex-Grêmio, de 22 anos, foi um destaque na temporada passada e deve novamente ser importante para o time. Na esquerda, Caio Henrique, ex-Fluminense e Grêmio, que tem 26 anos e é, há algum tempo, um dos melhores na sua posição. Seu destaque deveria ter rendido uma oportunidade na seleção no ciclo que acabou na Copa do Mundo do Catar.

O meio-campo tem nomes de ótimo nível, como Youssouf Fofana, de 24 anos, que já foi convocado para a seleção francesa, além de Mohamed Camara, malinês de 23 anos, que chegou na temporada passada vindo do RB Salzburg. O time ainda tem o meia ofensivo Aleksandr Golovin, russo que tem muita qualidade, o ponta Takumi Minamono, boa opção pelos lados do campo, e o jovem Eliesse Ben Seghir, meia-atacante de apenas 18 anos que explodiu na temporada passada e mostrou que pode ser um diferencial para o time.

O time perdeu jogadores importantes no centro da zaga. Axel Disasi foi para o Chelsea, deixando um buraco na defesa. O time também perdeu Malanf Sarr, outro zagueiro, que estava emprestado pelo Chelsea, além do goleiro Alexander Nübel, que estava emprestado pelo Bayern.

Foi contratado Mohamed Salisu, ganês de 24 anos do Southampton, para ajudar a suprir a falta de zagueiros. Chegou também o goleiro Philipp Köhn, de 25 anos, vindo do RB Salzburg. Contratações pontuais, que ainda soam insuficientes para repor à altura os que saíram. A aposta, portanto, segue a mesma: que os jovens darão conta. Como por exemplo o zagueiro Chrislain Matsima, de 21 anos, que esteve emprestado ao Lorient na temporada passada, e o também zagueiro Illan Okou, de 20 anos, da base do clube.

A aposta do Monaco segue a mesma, de fazer jovens ganharem minutagem e se desenvolverem. Com um elenco interessante, o time deve brigar por competições europeias mais uma vez.

Will Still, técnico do Reims (Icon Sport)

A história do Stade de Reims na temporada passada é algo que parece saído do Football Manager. Tudo por conta de Will Still, técnico belga, de origem inglesa, que assumiu o comando do time em outubro de 2022, e conseguiu uma campanha impressionante no comando do dos alvirrubros.

Com apenas 30 anos de idade, Wil Still nasceu na Bélgica, filho de ingleses, e voltou à Inglaterra para estudar. Sempre apaixonado por futebol, ele gostava de jogar Football Manager, um dos amis famosos jogos de gerenciamento do mundo — e que se torna a forma mais viável de realizar o sonho de ser técnico de futebol. No caso de Will Still, ele saiu do jogo para a vida real, mas se preparando muito para isso.

“Eu estava obcecado com esse jogo. Eu e meu irmão jogávamos incansavelmente — não tínhamos permissão para ter um PlayStation, então jogávamos Football Manager no computador da família. Nunca pensei que o Football Manager influenciaria minha carreira na vida real, mas pensando agora, definitivamente isso aconteceu”, contou ao site Coaches’ Voice.

Estudou no Myerscough College, em Preston, e começou em um estádio na própria cidade. Passou por Sint-Truiden, primeiro como analista de vídeo, função que exerceu também no Standard Liège e Lierse, onde se tornou olheiro – e foi treinador interino em um curto período de oito jogos. Lá também migrou para auxiliar técnico. Voltaria a ser analista de vídeo no Beerschot, onde também se tornaria auxiliar.

No Beerschot VC, se tornou técnico interino por 15 jogos. Seria assistente técnico no Stade de Reims por poucos meses, voltou ao Stamdard Liège para terminar o curso de treinador na Bélgica, e então retornaria ao Reims para ser auxiliar novamente em julho de 2022. Quando Óscar Garcia foi demitido, em outubro de 2022, ele assumiu interinamente. Acabaria efetivado no cargo.

Desde que ele assumiu, são 13 vitórias, 10 empates e oito derrotas. O Reims fez diversos jogos marcantes, como o empate com o PSG em Paris, e terminou a temporada em 11º lugar, uma boa posiçãopara o time que precisa se preocupar primeiro em não cair. Nesta temporada, o desafio é continuar fazendo o mesmo.

Rennes e Lille: os sonhos do norte

Jonathan David, artilheiro do Lille (Icon Sport)

Rennes e Lille foram quarto e quinto colocados na última edição da Ligue 1, com ótimas campanhas. Terminaram à frente, por exemplo, de Monaco, Lyon e Nice, clubes que costumam brigar pela parte de cima da tabela nos últimos anos. Nesta temporada, eles esperam novamente estar nas cabeças, aproveitando que muitos times estão em reformulação.

O Rennes manteve o seu artilheiro e um dos destaques, Amine Gouri, que fez 17 gols em 42 jogos na temporada e sete assistências. O ponta Martin Terrier, outro que se destacou com 12 gols, além de cinco assistências. Um dos principais nomes do time é o meio-campista Benjamin Bouriegeaud, de 29 anos, que agora será o capitão da equipe. Na temporada passada, foram 13 assistências para o jogador, que faz tudo no meio-campo: marcação e criação de jogadas.

Para melhorar o elenco, o técnico Bruno Genésio trouxe dois reforços importantes. Enzo Le Fée chega do Lorient por €20 milhões e com expectativas. O meia, de 23 anos, era cotado em diversos clubes, mas não saiu da Bretanha. Preferiu trocar o Lorient pelo Rennes e deve ser o condutor do setor ofensivo. Chegou também Ludovic Blas, meia de 25 anos que chega do Nantes por €15 milhões.

Ambos se unem a talentos como Jérémy Doku, ponta belga de 21 anos, e Arnaud Kalimuendo, centroavante de 21 anos, seu companheiro de seleção sub-21, além de Lovro Majer, croata que já mostrou talento, mas que é muito assediado na janela de transferências e ainda pode trocar de clube, com o Eintracht Frankfurt como principal candidato a levar o jogador.

No Lille, comandado por Paulo Fonseca, a ideia é seguir brigando nas competições europeias e nas primeiras posições. O time perdeu alguns jogadores importantes, como o atacante Timothy Weah para a Juventus, Jonathan Bamba para o Celta.

Também contratou jogadores: chegaram Hákan Arnar Haraldsson, meia ofensivo de 20 anos, que chega do Copenhague por €15 milhões; Tiago Santos, lateral direito de 20 anos que chega do Estoril Praia por €6,5 milhões, Ignacio Miramon, meio-campo defensivo de 20 anos que chega do Gimnasia La Plata por €6 milhões; o zagueiro Samuel Umtiti do Barcelona, sem custos; e o goleiro Lisandru Olmeta, de 17 anos, que chega da base do Monaco.

O time tem nomes importantes no seu elenco, como Jonathan David, de 23 anos, atacante que marcou 26 gols em 40 jogos na temporada passada. O centroavante foi muito especulado para deixar o Lille, mas tudo indica que irá continuar no clube por mais uma temporada, ao menos. Ele tem contrato até junho de 2025 nos Dogues.

O meia Remy Cabella, de 33 anos, é outro que continua. Seus sete gols e 11 assistências foram importantes para o clube também. O jogador ainda é especulado para deixar a equipe, desejado pelo PAOK, da Grécia. Entre os talentos do Lille, vale ficar de olho no goleiro Lucas Chevalier, de apenas 20 anos. Na temporada passada, o goleiro foi o terceiro com mais minutos em campo.

Com uma boa base, mesmo sem grandes estrelas, e um trabalho que tem sido bom de Paulo Fonseca, o Lille sonha em melhorar a sua posição da última temporada e, quem sabe, voltar a disputar a Champions League. Tudo indica que a concorrência será mais pesada desta vez, mas o time tem motivos para acreditar que é possível ao menos repetir a vaga europeia.

Strasbourg e Toulouse: filiais de grandes clubes?

Angelo é apresentado pelo Strasbourg (divulgação)

Dois clubes entram na temporada depois de serem comprados por grupos de investimento que já são donos de camisas poderosas na Europa. O Strasbourg entrou para o incrível mundo da multipropriedade quando Todd Boehly se tornou um dos acionistas do clube.

Na última temporada, escapou do rebaixamento ficando em 15º na tabela, mas agora espera, com um pouco mais de investimento e sendo um clube irmão de um poderoso, ter mais chance de chegar a uma posição um pouco mais confortável.

Para isso, houve investimentos relevantes. Abakar Sylla, zagueiro de 20 anos do Club Brugge, chegou por €20 milhões; Emanuel Emegha, atacante de 20 anos do Sturm Graz, foi contratado por €13 milhões; Junior Mwanga, zagueiro de 20 anos do Bordeaux, chegou por €10 milhões, mesmo valor pago por Dilane Bakwa, ponta esquerda de 20 anos que também chegou do Bordeaux.

Chegou ainda Saïdou Sow, zagueiro de 21 anos do Saint-Étienne, por €3 milhões, além de Jessy Deminguet, meio-campista de 25 anos, que chegou do Caen sem custos. No ano anterior, a maior contratação tinha custado €3 milhões. A diferença de gastos é considerável.

A contratação que mais simboliza essa ligação é justamente a de Ângelo, ponta que chega emprestado pelo Chelsea, depois de ser comprado junto ao Santos. O brasileiro terá uma temporada na França para se adaptar ao futebol europeu. Isso além de contratar Patrick Vieria, um técnico de nome, para comandar a equipe.

O Toulouse vive uma situação similar. O clube foi comprado pelo mesmo grupo que é dono do Milan, que, curiosamente, são americanos, assim como os donos do Chelsea. Na última temporada, o time ficou em 13º na tabela, uma posição um pouco melhor que o Strasbourg.

As contratações do time são mais modestas. A maior contratação foi de Ibrahim Cissoko, ponta de 20 anos que chegou do Nijmegen, da Holanda, por €3 milhões. Chegaram ainda Niklas Schmidt, do Werder Bremen, meia de 25 anos contratado por €2,5 milhões; Frank Magri, centroavante de 23 anos que veio do Bastia; Cristian Cásseres Jr, meio-campista venezuelano que chegou do New York Red Bulls por €1 milhão; e César Gelabert, meia ofensivo de 22 anos que chegou do Mirandés sem custos.

No caso do Toulouse, não houve transferência direta com o Milan, nem teve investimentos tão robustos. Até porque o Toulouse já era clube da RedBird Capital antes mesmo que o grupo de investimentos comprasse o Milan.

A participação histórica do Brasil na Ligue 1

Raí, do PSG, em 1997 (Icon Sport)

O Brasil é uma das nacionalidades mais presentes na história da Ligue 1. Um levantamento da Ligue 1 trouxe quantas nacionalidades cada clube teve ao longo da história e quais são as mais frequentes por clube.

O clube que mais teve jogadores de nacionalidades diferentes ao longo da história entre os que estão na Ligue 1 é o Monaco, que teve incríveis 63 nacionalidades, seguido de perto pelo Olympique de Marseille (62) e Metz (61). Os times que tiveram menos nacionalidades diferentes foram Clerment (21), Brest e Lorient (34 cada).

Veja o número de nacionalidades diferentes que cada clube já teve ao longo da história:

  • Monaco: 63
  • Olympique de Marseille: 62
  • Metz: 61
  • Lille e Rennes: 56
  • Strasbourg: 55
  • Toulouse: 53
  • Lens e Nice: 50
  • Nantes: 48
  • Reims e Paris Saint-Germain: 46
  • Lyon: 44
  • Montpellier: 42
  • Le Havre: 37
  • Brest e Lorient: 34
  • Clermont: 21

O levantamento da Ligue 1 ainda mostrou qual é a nacionalidade estrangeira mais frequente entre os atuais clubes e o Brasil é destaque em quatro clubes, bastante relevantes no futebol francês: Olympique de Marseille, PSG, Lyon e Lille.

Se destacam também os senegaleses, maioria em cinco clubes diferentes. Argelinos também são maioria em cinco clubes. A Argentina foi a maioria dos estrangeiros em três clubes: Monaco, Nice e Reims.

A conta inclui os 75 anos da liga e, claro, não conta a nacionalidade francesa. Entre parênteses, o número de jogadores que o clube já teve nessa nacionalidade mais frequente:

  • Brest: Senegal e Argélia (7)
  • Clermont: Guiné, Argélia, Bélgica, Benin, Gana e Senegal (2)
  • Le Havre: Camarões (9)
  • Lens: Polônia e Camarões (14)
  • Lille: Brasil (13)
  • Lorient: Costa do Marfim, Argélia e Senegal (7)
  • Lyon: Brasil (24)
  • Olympique de Marseille: Brasil (25)
  • Metz: Senegal (27)
  • Monaco: Argentina (23)
  • Montpellier: Argélia (10)
  • Nantes: Argentina (17)
  • Nice: Argentina (22)
  • Paris Saint-Germain: Brasil (31)
  • Reims: Argentina (8)
  • Rennes: Senegal (17)
  • Strasbourg: Alemanha (11)
  • Toulouse: Argélia (12)



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